Mãe de bebê agredido alega que era ameaçada

Criança segue internada em estado grave no Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC).

Foto: Divulgação

Segue em estado grave a bebê de dois meses, de Capivari de Baixo, que deu entrada no Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), de Tubarão, com afundamento de crânio e hematomas. O pai, suspeito de agredir a criança, foi preso. O caso aconteceu na terça-feira.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Vandilson Moreira da Silva, o homem de 25 anos, pai da criança, dizia que a menina não seria sua filha biológica. Isso, porque o casal é negro, e a menina de dois meses é branca.

A confissão do crime foi feita pela mãe. “Ela nos contou que era ameaçada e agredida pelo marido e, por isso, não havia o denunciado antes”, diz o delegado.

A mãe, após o interrogatório, foi liberada, e deverá responder por omissão. “Não descartamos que ela estivesse sendo ameaçada”, antecipa o delegado. O crime veio à tona quando a Polícia Civil foi acionada pelo Conselho Tutelar de Capivari de Baixo, depois que a bebê foi internada, na manhã de terça-feira, com várias lesões, no Hospital de Tubarão.

Os nomes dos envolvidos não foram divulgados. Ainda conforme o delegado, esta teria sido a terceira vez que a criança de dois meses foi hospitalizada com lesões. Na primeira vez, ela foi levada ao hospital com apenas alguns dias, apresentando fraturas na costela e outros. Na segunda vez, a bebê apresentava convulsões e pneumonia. Nos casos anteriores, a família alegava acidentes domésticos.

Denúncia seguiu protocolo, diz delegado

Sobre o caso não ter sido denunciando antes pelos profissionais que atenderam a criança, o delegado explica que os médicos acreditaram que as lesões eram compatíveis com o relato da mãe. “Somente na terceira vez é que eles entenderam que não era normal, e imediatamente acionaram o conselho tutelar e a polícia. Agiram conforme o código de ética, e com a lei”, diz o delegado.

O pai da menina foi preso e levado ao presídio ainda na terça-feira. Ele deve responder por maus-tratos e tentativa de homicídio. A Polícia Civil ainda aguarda um laudo pericial para confirmar as agressões. A prisão foi em flagrante, e o delegado representou pela prisão preventiva. O casal possui ainda outros dois filhos, que, após o ocorrido, ficaram sob a tutela dos avós.

Fonte: Diário do Sul