‘O teto ficou a dois palmos’, diz catarinense que estava em prédio que caiu em terremoto no México

Sérgio ficou ferido no terremoto no México (Foto: Sérgio Ribeiro Arquivo Pessoal)

O catarinense Sergio Ribeiro, de 44 anos, viveu 15 minutos assustadores durante o terremoto que atingiu a Cidade do México por volta das 13h de terça-feira (19). Ele estava com 10 alunas e um tradutor quando o prédio de sete andares veio abaixo. Ele dava uma aula de micropigmentação no segundo andar, quando sentiu o tremor.

“Senti sacudir para cima e para baixo. Não imaginava que tudo fosse cair sobre nós, foi tipo cinco a dez segundos. Corremos, mas foi muito rápido, assim que cheguei na escada caiu tudo. O teto ficou a dois palmos. Com muita força, consegui tirar os escombros de cima de mim. Desci a escada e vi os bombeiros no térreo, tive que quebrar os vidros da janela para eles me socorrerem com uma escada”, contou o catarinense, natural de Indaial, no Vale do Itajaí.

Policiais isolam edifício que ruiu na Cidade do México; brasileiros sobreviveram (Foto: Ronaldo Schemidt/AFP)

Apesar do susto, Sergio não teve ferimentos graves, recebeu atendimento médico e foi liberado. “Tive alguns arranhões em um braço e uma perna. O pior foi a pressão do que caiu sobre mim, que machucou por dentro do peito e das costas. Hoje estou com dor”, disse Sergio, lembrando das mortes que ocorreram nos andares acima de onde ele estava. Ele não soube informar o número de vítimas.

O gaúcho Daniel da Silva Martins era o tradutor de Sergio. Ele teve alguns ferimentos e se recuperava com ele na casa de amigos brasileiros. As alunas dele estão vivas, mas a última a ser retirada dos escombros ficou nove horas presa.

Sérgio, à direita, com o amigo Daniel, que também estava no local do terremoto (Foto: Sérgio Ribeiro Arquivo Pessoal )

Esta era a terceira semana de Sérgio na cidade, já havia ministrado cursos em outras três cidades mexicanas. A próxima seria Cancún.

“Agora vou me organizar para voltar para Santa Catarina, vou até o apartamento onde estão minhas coisas, porque perdi meu passaporte, meu celular, para retornar. Vivi momentos terríveis, em meio a muito pó, na escuridão e com pouco ar. Foi assustador”, afirmou.

 

Com informações do G1 SC

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