O desaparecimento do menino Brayan continua um mistério; “ele pode estar em qualquer lugar”

A família e amigos acreditam que a criança foi sequestrada. A polícia não descarta essa possibilidade.

Por Diego Mateus/Especial/CN

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Foto: Polícia Civil

O desaparecimento do menino Brayan Raab Fonseca continua um mistério. Hoje o menino está com 2 anos e três meses.

Familiares e amigos continuam em busca da criança que desapareceu no mês de junho deste ano. Eles acreditam que Brayan foi sequestrado. A polícia não descarta essa possibilidade.

A amiga próxima da família, Etiane Farias Rodrigues, 39 anos, que acompanha o caso desde o início e auxilia nas buscas de Brayan, pediu ajuda ao CN que, ajudasse a divulgar o desaparecimento.

“Por muitos motivos acreditamos que Brayan foi vítima de um sequestro, ele pode estar em qualquer lugar, então toda ajuda na divulgação do caso é bem-vinda” ressalta Etiane.

O desaparecimento

Brayan Raab Fonseca, está desaparecido desde o dia 19/06/2017, do município de Cerro Azul, no Paraná.

A criança brincava com a cachorra na área de casa que fica na zona rural do município, quando desapareceu.

“Todos estavam em casa e, de repente, num piscar de olhos, quando olhamos Brayan não estava mais lá. Entramos, achando que ele estivesse dentro de casa, mas também não estava. Tudo em questão de segundos” relataram os pais a polícia.

No começo, a polícia trabalhava com duas hipóteses. Que a criança tivesse caído em um rio que fica próximo a propriedade, ou de ter sido vítima de um possível sequestro.

Ainda no início das investigações, o coordenador da Defesa Civil afirmou que não tinha certeza de que o menino tivesse caído no rio.

“Há muitos boatos e comentários dizendo que o menino é muito ativo, que ia para a rua, gostava de caminhar pela estrada com a família. Está sendo levantada outras questões”, afirmou.

O Corpo de Bombeiros e a polícia fizeram um pente-fino no rio por vários dias, de bote e helicóptero, até a divisa com São Paulo e não encontraram nenhum sinal de Brayan.

Etiane, afirma que o pequeno não teria como ter chegado até o rio sozinho e em tão pouco tempo, pois é um local de difícil acesso.

Além disso, a mãe relatou que o rio fica na direção da janela em que ela estava cozinhando e teria visto caso o menino tivesse passado ali.

“Muitos fatores apontam que Brayan foi sequestrado, e é isso que acreditamos”, relata Etiane.

No Serviço de Investigação de Criança Desaparecida (Sicride) de Curitiba Brayan Raab Fonseca continua como desaparecido (veja na íntegra clicando no link).

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Foto: Reprodução/Scride

Em entrevista emocionante ao Portal Banda B, os pais do pequeno Brayan afirmaram que ele foi sequestrado.

“Uma semana antes do desaparecimento, mais ou menos, houve duas festas na região, com muita gente estranha, de fora daqui. Pode ser daí que o sequestrador tenha vindo. Eu não acho que ele tenha caído no rio. Tudo aconteceu em menos de um minuto, provavelmente a pessoa já estava sondando e esperando a oportunidade”, disse Katrine Raab, mãe do menino.

Ela aproveitou o momento, ainda, para fazer um apelo ao suposto bandido que teria levado o pequeno embora. “Peça resgate, nos entregue o meu filho, deixe na delegacia, no Conselho Tutelar, a gente só quer o Brayan e nada mais. Quero apertá-lo e beijá-lo e ainda vou fazer isso”, completou.

A mãe não pensa em outra coisa a não ser no filho. O menino completou dois anos no dia 14 de julho e a festa de aniversário já estava sendo preparada quando ele sumiu. Agora, a família está sem chão. “Eu só durmo quando o corpo não aguenta. Minhas noites são em claro, orando a Deus, querendo saber se o Brayan já tomou banho, alimentou-se e se essa pessoa que está com ele está cuidando bem do meu menino”, disse, muito emocionada.

Toda a angústia é também compartilhada pelo pai do garoto, Isaías Rodrigues da Fonseca Neto. Motorista de van escolar, ele parou de trabalhar desde o sumiço do filho. Assim como a mulher, ele também acredita que Brayan foi sequestrado.

“Essa dor parece não ter fim, mas eu tenho esperança de que isso vai acabar logo. Que a pessoa que está com ele tenha compaixão e o entregue para nós. Eu acho que alguém estava de olho no meu filho. Ele é muito bonito, carinhoso com todo mundo. A hora que a gente encontrá-lo, vamos todos embora, aqui eu não fico mais”, relatou Neto, que é do interior de São Paulo.

Qualquer informação que possa ajudar a localizar o menino pode ser repassada ao Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride) por meio do telefone (41) 3224-6822.

Veja no link outros contatos.

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