Jovem revela que tinha marcado carona com o suspeito confesso do latrocínio de Kelly

“Ele postava todos os dias no grupo e também mandava no privado, mensagens de ‘bom dia’, ‘boa tarde’, ‘boa noite’ e mensagens de Deus.

Reprodução/Fantástico

Uma participante do mesmo grupo de carona no aplicativo whatsapp que ficou marcado após a trágica morte de Kelly Cristina Cadamuro, 22 anos, revelou em entrevista ao Fantástico que foi ao ar neste domingo (05), como o suspeito confesso do latrocínio da jovem, costumava agir no grupo. Ela conta ainda, que também teria marcado no mesmo dia da morte de Kelly, uma carona para ir até a casa da mãe com ele, Jonathan Pereira do Prado.

“Ele postava todos os dias no grupo e também mandava no privado, mensagens de ‘bom dia’, ‘boa tarde’, ‘boa noite’ e mensagens de Deus. Mensagens de Deus ele enviava para as meninas do grupo todos os dias”, revela a entrevistada que prefere não se identificar.

Durante a entrevista, muito assustada com o acontecido, ela contou que tinha marcado uma carona com Jonathan na manhã de quarta-feira (01), mesmo dia da morte de Kelly, mas estranhou quando encima da hora ele disse que queria viajar à noite.

“Bom dia. Os planos mudaram. Vou ter que sair daqui umas 8h30min mais ou menos. Meu patrão mudou os horários para que eu não precise trabalhar amanhã. Tem algum problema para você?”, escreveu Jonathan.

Reprodução/Fantástico

“Eu respondi, vou ver e te respondo depois. E não falei mais com ele”, relata.

A jovem contou ainda, que depois que desconfiou das intenções do suspeito confesso de matar Kelly, na mesma hora falou com a mãe sobre o episódio.

“Minha mãe falou assim. Não, não é para você vir com ele”, conta.

Quando soube da morte de Kelly, a entrevistada disse que ficou em choque.

“Eu entrei em desespero. Muito desespero. Em pensar que, eu poderia ter vindo com ele. Eu poderia ter sido a vítima”, finaliza.

Kelly. Reprodução/Fantástico

Um especialista fez um alerta sobre os perigos das redes sociais durante a reportagem. Ele recomenda nunca se deixar levar por uma aparente amizade virtual.

“Não é porque uma pessoa participa de um grupo em rede social por um certo tempo que você conhece aquela pessoa. As pessoas não podem por causa dessas relações deixar de tomar cuidados, da mesma forma como tomaria com uma pessoa que ela não conhece pessoalmente”, alerta o especialista.

Especialista alerta sobre os perigos das redes sociais. Reprodução/Fantástico

O namorado de Kelly, Marcos, que também costumava dar carona combinadas pelo aplicativo, muito abalado com a tragédia, também participou da reportagem.

Ele contou que estava em casa, esperando a garota para passar o feriado, e também falou dos planos do casal. No final da entrevista Marcos fez um apelo.

“Não vá com uma pessoa desconhecida não. Se isso aconteceu com Kelly, uma pessoa tão bondosa, pode acontecer com qualquer um. Eu participo de um grupo de carona. Participava né. Agora não vou participar mais. Isso não pode ficar em pune. Ela não volta mais”, desabafa.

Marcos namorava Kelly há 2 anos. Reprodução/Fantástico

Kelly e Marcos se conheceram há dois anos. O namoro à distância nunca foi um problema para quem tinha planos de casar e ter filhos. Kelly morava em Guapiaçu, no noroeste paulista, e trabalhava na cidade vizinha, São José do Rio Preto. Sempre que podia, pegava a estrada para ver o namorado em Itapagipe, no Triângulo Mineiro. A radiologista costumava oferecer carona no grupo do aplicativo de mensagens para diminuir os custos das viagens. Foi o que ela fez na quarta-feira, dia 1º de novembro.

Kelly e Marcos. Reprodução/Fantástico

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